quinta-feira, 17 de outubro de 2019

23-APÁTRIDA

23-APÁTRIDA

Meu coração
Virou apátrida
Tudo o que nos mata
Merece rejeição

Ateu Poeta
13/07/2017

22-SAFÁRI SEREIAL

22-SAFÁRI SEREIAL

Sereias 
Sempre 
Sabem 
Sorver
Sábios
Sonhos
Sabres
Sorvetes
Serenas
Serenatas
Simples
Sinestesias
Sonâmbulas 
Sonatas
Sobre
Serpentes
Ser

Ateu Poeta
04/07/2017

21-NÃO EXISTE BISCOITO EM SP

(paródia)

Não existe biscoito em SP
Os muros viram cinza
A cidade também
Doritos se vende do armazém

Não existe biscoito em SP
Barraco na Cracolândia
Debaixo do trator
O próprio prefeito é infrator

Não existe biscoito em SP
Bolacha não se acha
Come-se pela orelha
A bala abala e sai vermelha

Não existe biscoito em SP
Um Rio piorado
Malandro anda avexado 
Deseja ser alado

Tome muito cuidado
Pra não ser assaltado
O resultado tá espalhado
Por todo o Brasil

Da pistola ao fuzil
Comando Vermelho e PCC
Fazer o quê?
Será que existe amora em SP?

Ruas sem saída
Paisagem sumida
Passagem só de ida
Pois, não existe guarida

Patos amarelos na avenida
Pedindo a vinda de Barrabás
A Democracia aqui jaz
Não existe biscoito em SP

Ateu Poeta 

27/06/2017

20-EU VOU JOGAR CAPOEIRA

20-EU VOU JOGAR CAPOEIRA

Não importa se é ateu
Da umbanda ou Candomblé
Pra jogar capoeira
Você tem que ter axé

É na esquiva
É na malícia
É na mandinga
É na ponteira

Já quebrei minha corrente
Não queira outra me botar
Hoje eu vivo contente
Eu vou jogar, eu vou jogar 

Se o meu amigo Bodó
Estivesse aqui jogando
Com João Doido e o Piu
O mundo estaria cantando

Ateu Poeta
29/04/2017

19-VITRINE FRACTAL

19-VITRINE FRACTAL

O universo é controverso
Verso reverso que viceja
Vitrine de fractais

Ateu Poeta
15/04/2017

18-FOGO DE VULCÃO

18-FOGO DE VULCÃO

És ilusão 
Pura paixão
Jogo, desejo e sedução
Tem fogo em teu beijo
Veneno que inebria
O fio da razão
Luar e Prazer
Que vive a cantar
Até o céu fenecer
Pequena imensidão
Arde em teu seio
Sem nenhum receio
Um mar de vulcão
Maré de magma
Sinfonia de caos e cais
E o resto do universo
Para mim tanto faz


Ateu Poeta
14/04/2017

17-FLOR OPALA

17-FLOR OPALA

Na madrugada somos água
Desde que a Vespertina era menina
O destino desatina
E a mágoa deságua em revolução

Todo vulcão se converte em cinzas
Quando as ligações desligam
E todo o universo cala
Em teus versos subversos

Fina flor de opala
Que estala o coração mais adverso
Na garganta desentala o grito
Sob o rito de uma estrela rara

Ateu Poeta
30/03/2017